Quando sobe a noite
e a escuridão abraça
quebrando ventos e vidraça
Quebra-mar e açoite
nas vagas o barco desce
e sacode
tempestade já não pode
naufragar em mim
aquilo que não ancora
envio numa garrafa
a pergunta que há
ou não há
resposta
Exú corre no rio E atravessa o tempo Não tem pegada ou encruzilhada Exú corre no rio Tempo avesso e através.
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